Faz Parte, em parte

terça-feira, 30 de março de 2010


Questionei-me, por muitas vezes, se de fato o que eu sentia era amor.

Aprendi com as decepções que a felicidade está em mim e não nos outros.

Me ergui todas as vezes em que pensei que a vida havia colocado um ponto final na minha história.

Sofri, gritei, chorei por coisas que perdi. Hoje compreendo que ainda tenho as lembranças, e isso ninguém me tira.

Passei a enxergar as pessoas como seres humanos, não mais como objetos.

Fui sincero e me desprezaram. Fui falso e me amaram.

Sempre me entreguei por inteiro, hoje consigo enxergar os meus limites.

Aprendi que sofrer por antecipação faz um mal danado. Viver um dia de cada vez é o suficiente.

Quis voltar no tempo e apagar algumas coisas do passado, hoje entendo que o meu passado, em grande parte, é responsável por quem eu sou.

Tentei decifrar mistérios, compreendi que alguns são indecifráveis e outros não valem apena saber.

Me ensinaram que as coisas são como são e que eu tenho que aceita-las. Descobri que eu faço a minha história e cabe somente a mim o momento de alterá-la.

Confesso que sempre preferi enxergar o que é evidente, mesmo sabendo que as pessoas existem muito além das aparências.

Já ouvi falarem que viver não é fácil, que a vida exige muito da gente. Ah! Tenho que concordar, apesar de saber que também exigimos muito dela.

Sim! É assim... Sentimentos que me afloram a alma, vontades que me corroem a calma, costumes que internalizei. Coisas que eu sei, segredos que guardei, verdades que omiti.

Faz parte, em parte, faz parte..

Imagem: zedge.net


15:23

sábado, 20 de março de 2010

Às vezes, enquanto passeio em meus pensamentos, chego à conclusão de que te tenho tão perto, outras vezes, reflito, e então percebo o quanto você está longe. Anseio pelo momento em que poderei sussurrar em seus ouvidos e declarar todos os sentimentos e desejos que sua ternura, doçura e encanto despertam em minha alma. Te percebo de longe e então meu coração dá sinais que te quero. Não posso me conter, reconheço o quanto meus dias são felizes contigo. Reconheço o quanto a minha essência se completa com a sua. Não vamos complicar o que não é complicado, fica comigo, prometo que só vou te amar, só te amar...



O que será que seria

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O que seria de mim sem o irreal, sem o inconstante, sem o avesso. Poderia ser uma porção de coisas mais ao mesmo tempo não seria nada. Poderia ter tudo mais não teria nada. Seria eu não sendo.

Olhar e fingir que não ver, querer e ter que esperar, odiar e dizer que adorou. Sempre inventei inúmeras formas de viver, muito embora, a vida insista em dizer que só existe uma.

Difícil? Nem um pouco...

Árduo seria encarar a triste realidade que o mundo enfrenta sem recorrer ao ilusório, sem poder ter acesso aos meus personagens, sem encarar meus medos, sem experimentar meus pesadelos.

Vivo o imprevisível amo o inconstante aprendo com o lúdico às vezes fico em pânico.

Me viro do avesso, me desmonto, me remonto, aprendo com meus erros, me descubro, me percebo, mais no fim de tudo enlouqueço...

Volto aos meus devaneios e então descubro que apesar de tudo ainda tenho forças pra seguir o inconstante, viver o imaginário e me doar por inteiro.

E por mais que eu pense que não existem possibilidades, encontro refúgio dentro de mim mesmo.

Nem tão livre assim

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Neste exato momento sinto a ausência do meu próprio eu, confesso que estou perdido em minhas fantasias e não sei mais o que é a realidade. Todos os meus complexos e manias foram subtraídos e já não consigo identificar a linha que divide a loucura da sanidade.

Será que ainda estou lúcido? Sinto minha consciência tão distante, talvez seja porque eu não esteja aqui ou só uma parte esteja. Tenho medo, ainda há um pequeno vestígio de bom senso operando em mim, ouço o eco da sua voz dizendo que não devo me entregar.

Estimo a necessidade de passar por uma mudança radical mais é incrível como a sociedade discrimina não aceita, exclui. O que pode haver de errado com uma pessoa que foge dos padrões “normais”? Por onde anda a compreensão e o respeito?

Dentro de mim, em algum lugar, ouço gritos que clamam por liberdade, parece incrível mais essa liberdade poucos conhecem.

Admito a existência de muitos valores morais que a sociedade insisti em impor, mas de que isso importa quando se tem ao lado a insânia.